Panorama geral do transporte no Brasil

/ maio 7, 2018/ Aplicativo, Transpostadora/ 0 comments

O cenário econômico desfavorável reflete diretamente no setor de transportes, pois com as vendas reduzidas os fretes também enfrentam uma retração. A ociosidade é outro agravante enfrentado pelo segmento de logística. Segundo a Folha de São Paulo, 43% dos caminhões trafegam vazios, elevando o custo do frete e sobrecarregando o modal rodoviário. Mesmo assim o panorama para o transporte de cargas é promissor, com inovação e tecnologia o setor começa a passar por uma transformação.

Apresentamos aqui um panorama geral do transporte de cargas no Brasil: o impacto da ociosidade, a composição do custo, o uso da tecnologia e soluções que podem tornar os processos logísticos mais eficientes e transparentes.

O MAPA DO FRETE

Um estudo com mais de 91 mil rotas e 587 mil fretes resultou em dados extremamente relevantes. O estudo revela que a rota mais comum entre cidades é saindo de Itajaí, em Santa Catarina, com destino à cidade de São Paulo. Curitiba é o segundo destino que mais envia remessas para a capital paulista. Já a terceira rota mais comum, liga Bebedouro, no interior de São Paulo, à cidade portuária de Paranaguá, no interior do Paraná. O comparativo entre estados revela que São Paulo é o líder de remessas, sendo a maioria para o próprio estado. O segundo destino com maior volume de fretes é o Rio de Janeiro, seguido por Minas Gerais. O estudo revela ainda que 29% das cargas são despachadas em caminhões rodotrem; 26,4% em carretas LS; 15,9% em trucks e 13,2% em carretas. Já as carrocerias mais usadas são: 31,4% graneleiro; 27,2% grade baixa; 15,5% sider e 13,5% baú.

 

O QUE DIZ A LEGISLAÇÃO?
Dados do ano passado apontam que o Brasil tem 3,2 caminhões e metade desta frota está apta para fazer frete. Em entrevista à imprensa, o engenheiro Ricardo Gallo, estima que o Brasil tem um excedente de 300 mil caminhões. Isso porque entraram novos veículos de carga no mercado, mas os velhos permanecem circulando pelas estradas. Com a oferta acima da demanda os embarcadores precisam ter mais cuidado para assegurar a qualidade dos serviços logísticos. Uma alternativa encontrada para garantir a qualidade e aumentar a segurança nas estradas é promover mudanças na legislação. Um exemplo é a Lei do Motorista, que entrou em vigor em abril de 2015. Além de regulamentar a profissão de quem atua no segmento logístico, a lei faz diversas exigências, como a realização de exames toxicológicos, jornada de trabalho e período de descanso, entre outras. O Portal Guia do Transportador reuniu as principais leis, normas e regulamentos ligados ao transporte de cargas. Lá você pode consultar desde documentos e equipamentos obrigatórios, até infrações operacionais e principais infrações. Fique atento ao excesso de peso, excesso de fumaça e problemas com tacógrafo, para não infringir ou contratar uma transportadora que descumpre a lei.

Nem sempre a melhor alternativa é focar apenas no preço do frete, você também deve considerar o cumprimento dos prazos e questões de segurança.

TENDÊNCIAS PARA O TRANSPORTE DE CARGAS
Inovação e tecnologia já fazem parte do cotidiano da logística. Com o uso de softwares é possível capturar informações que tornam a tomada de decisão mais simples e eficaz. Além de facilitar a operação da transportadora, a tecnologia também permite que o embarcador acompanhe todas as etapas do processo, inclusive rastreando a carga em tempo real. As operações também se tornam mais transparentes, pois a tecnologia aumenta a segurança.

O uso de aplicativos é apenas uma das inovações disponíveis para o transporte de cargas, a tecnologia pode transformar completamente o segmento por meio da conectividade.

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